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	<title>O obscuro que nos esconde</title>
	<subtitle type="html">"... a fam&#237;lia e a escola retiraram juntas a crian&#231;a da sociedade dos adultos". 
(Ari&#232;s, 1981, p.277)</subtitle>
	<updated>06.05.08 02:40:26</updated>
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(Ari&#232;s, 1981, p.277)</tagline>  
	   
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Presen&#231;a de Anita - Quem &#233; Anita?</title>
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		    <updated>06.05.08 02:40:26</updated>
		    <published>06.05.08 01:52:46</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Na minha opini&#227;o, Anita &#233; a fantasia do homem que talvez esteja mais recalcada e escondida. Essa &#233; uma personagem que faz renascer o desejo masculino por jovens sensuais, e que a sensualidade receba os premios, e n&#227;o a atris, embora eu n&#227;o seja a pessoa adequada pra falar de atua&#231;&#227;o. Mas acho que esse cara aqui &#233;...
Quem &#233; Anita? A essa pergunta podemos responder assim: Anita &#233; C&#237;ntia, &#233; Juliana, &#233; M&#244;nica, &#233; Isabel, &#233; Fl&#225;via, &#233; Tereza, &#233; Laura, &#233;... quem voc&#234; quiser. Anita s&#227;o todas, qualquer uma e nenhuma. Anita &#233; tudo. Quando L&#250;cia pergunta ao marido qual o nome que ele vai dar ao personagem do seu romance, ele diz: - Anita! Anita tem esse &#34;i&#34; que grita! Esse &#34;i&#34; de maldita! Mais adiante, num outro momento da miniss&#233;rie, Nando dir&#225; que esse dem&#244;nio &#233; um anjo. E aos poucos, caminhando por todas as mais de 300 cenas da miniss&#233;rie, n&#243;s mesmos vamos ficando em d&#250;vida, sem saber quem &#233;, verdadeiramente, essa menina que embaralha os sonhos de um homem, tumultua sua vida, faz explodir uma fam&#237;lia, sem piedade de ningu&#233;m. T&#227;o f&#225;cil e ao mesmo tempo t&#227;o dif&#237;cil de ser compreendida. Ela mente ou fala a verdade? Anita &#233; essa diversidade que nos encanta e nos assusta. Que nos atrai e nos afasta. Que queremos colocar no colo, sem saber direito se &#233; para embalar ou para esganar. Toda mulher tem alguma coisa de Anita, ainda que de maneira oculta, n&#227;o revelada. Da mesma maneira que todo homem tem fantasias com uma ninfeta. Por essa raz&#227;o, Nando desperta a desconfian&#231;a e a inveja em mulheres e homens. Quando nos propusemos encontrar uma atriz para fazer o papel, pensamos, como requisito fundamental, num rosto que traduzisse toda essa dualidade, esse contraste de emo&#231;&#245;es, essa mistura de anjo e dem&#244;nio. E para isso era preciso encontrar uma pessoa nova, jamais vista, que, ao aparecer na televis&#227;o, n&#227;o carregasse nenhuma refer&#234;ncia anterior. Anita tinha que ser &#250;nica e exclusivamente Anita. Diante dessa exig&#234;ncia, precis&#225;vamos de uma jovem que fizesse Anita e n&#227;o a representasse. Que se dispuzesse a ser aquela pessoa. Sem nunca ter feito antes um personagem, Mel Lisboa foi a escolha perfeita, pois soube incorporar o Bem e o Mal de Anita, com seu rosto de menina e alma de mulher, despertando o desejo, a paix&#227;o, incendiando a imagina&#231;&#227;o dos homens e transitando perigosamente pelo inconsciente das mulheres. Durante quatro semanas ela foi a reencarna&#231;&#227;o de Anita, mais de 50 anos depois de assassinada nas p&#225;ginas do romance de M&#225;rio Donato. Agora, com o lan&#231;amento da miniss&#233;rie em DVD, podemos dizer - todos n&#243;s que dela participamos - que &#34;Presen&#231;a de Anita&#34; est&#225; entre as tarefas mais honrosas de nossas vidas profissionais. A distribui&#231;&#227;o dos pap&#233;is, em sua totalidade, foi de uma felicidade &#250;nica, pois ningu&#233;m viveria personagens t&#227;o complexos como o grupo de atores e atrizes que escolhemos, numa uni&#227;o perfeita de talento, experi&#234;ncia e disciplina no trabalho. &#34;Presen&#231;a de Anita&#34; &#233; a vis&#227;o que uma adolescente tem do mundo e das pessoas que a cercam numa pequena cidade do interior de S&#227;o Paulo, nos dias de hoje. Para isso foi feita uma transposi&#231;&#227;o da hist&#243;ria, que originalmente se desenrola em 1948. Duas frases que Anita gosta de repetir nortearam o nosso trabalho. A primeira &#233;: &#34;Existe alguma coisa mais parecida com o Amor, do que a Morte?&#34; E a segunda: &#34;Nada &#233; coincid&#234;ncia, tudo est&#225; escrito&#34;. A tarefa a que nos propusemos era fazer valer essas duas frases e transform&#225;-las em verdade. N&#227;o por todos n&#243;s acreditarmos nela, mas por acharmos que s&#243; assim conseguir&#237;amos transmitir ao p&#250;blico o esp&#237;rito da miniss&#233;rie. O esp&#237;rito de Anita. Temos certeza que conseguimos.
Manoel Carlos e Ricardo Waddington.</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Como o racionalismo explica a linguagem</title>
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		    <updated>14.03.08 00:14:31</updated>
		    <published>14.03.08 00:14:31</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Daniele Pontes Passos, Patricia Andrade vicente.martins@uol.com.br Discentes da Universidade Estadual Vale do Acara&#250; (UVA), em Sobral, Estado do Cear&#225;, Brasil 2007 Na tentativa de elucidar essa quest&#227;o, v&#225;rias teorias foram lan&#231;adas, s&#227;o as chamadas teorias de aquisi&#231;&#227;o da linguagem. Nesse artigo, nos ocuparemos em apresentar a hip&#243;tese inatista que, por sua vez, pertence &#224; teoria racionalista da aquisi&#231;&#227;o da linguagem, assim como as contribui&#231;&#245;es das teses inatistas para os estudos de aquisi&#231;&#227;o e desenvolvimento da linguagem. A teoria racionalista consiste em uma teoria atual sobre a aquisi&#231;&#227;o da linguagem que assume, juntamente com as experi&#234;ncias, a exist&#234;ncia de uma capacidade nata do ser humano, de adquirir a linguagem e desenvolv&#234;-la. O racionalismo admite a exist&#234;ncia da mente no processo de aquisi&#231;&#227;o, que a rela&#231;&#227;o entre a linguagem e mente pressup&#245;e a exist&#234;ncia de uma capacidade inata. Os racionalistas entendiam que para se compreender o processo da linguagem era preciso fazer um estudo levando em conta a mente, explorar o pensamento, portanto, eles faziam parte de uma concep&#231;&#227;o essencialmente mentalista, diferentemente dos empiristas que n&#227;o consideravam a mente como componente fundamental para justificar o processo de aquisi&#231;&#227;o, apesar de n&#227;o se negar sua exist&#234;ncia. Para os racionalistas o processo de aquisi&#231;&#227;o n&#227;o se d&#225; apenas pelas vari&#225;veis externas (experi&#234;ncia) como acreditam os empiristas (behaviaristas) mas que o indiv&#237;duo tem participa&#231;&#227;o nesse processo. Na tentativa de explicar como se dar essa participa&#231;&#227;o, in&#250;meras pesquisas foram levantadas e tomaram impulso originando o aparecimento do inatismo, defendido por Noam Chomsky. No entanto, embora essa capacidade nata para muitos seja de comum acordo, muito se discute sobre a sua imagem. A partir dos trabalhos do ling&#252;ista Noam Chomsky, os estudos sobre os processos de aquisi&#231;&#227;o da linguagem tomaram novos impulsos, em rea&#231;&#227;o recorrente behaviarista que dominava as teorias de aprendizagem. Segundo os behaviaristas, a aprendizagem da linguagem se daria pela exposi&#231;&#227;o ao meio (experi&#234;ncias) e decorrente de mecanismos comportamentais atrav&#233;s do refor&#231;o, est&#237;mulo e resposta. Esse pensamento &#233; essencialmente comportamentalista oriundo da tradi&#231;&#227;o norte americana ganhou for&#231;as a partir da primeira guerra mundial que impulsionava estudiosos a compreender o comportamento ling&#252;&#237;stico, reduzindo a mecanismo e est&#237;mulo-resposta, imita&#231;&#227;o e refor&#231;o. Chomsky fez duras cr&#237;ticas a abordagem da diarista de Skinner, tanto da linguagem quanto de sua aprendizagem, como empobrecida para considerar a complexidade do sistema e os fatos de aquisi&#231;&#227;o, ela adota uma postura inatista do processo por meio do qual o ser humano adquire a linguagem. Em 1957, publicou Syntatic Structures, esse trabalho apresentava os fundamentos da Gram&#225;tica Gerativa Transformacional. Logo depois, em 1959, publica a sua famosa resenha do livro Verbal Behaviour do comportamentalista Skinner, que, como dissemos, fez cr&#237;ticas ao posicionamento, operaciolismo presentes tanto no programa comportamentalista como no programa estruturalista defendendo a id&#233;ia de que a ci&#234;ncia da linguagem deve partir de uma teoria forte propondo, portanto uma abordagem racionalista e dedutiva para a ci&#234;ncia. Sabendo que o ser humano faz uso de alguma forma de capacidade inata, muito se discute sobre a natureza. Duas correntes inatistas tentam explicar essa natureza, s&#227;o elas: Hip&#243;tese gerativista ou inatista: assume que o aprendizado da linguagem independe da cogni&#231;&#227;o e de outras formas de aprendizado. Teorias cognitivistas, construtivistas: a linguagem &#233; parte da cogni&#231;&#227;o, o mecanismo respons&#225;vel pelo aprendizado da linguagem tamb&#233;m &#233; respons&#225;vel por outras formas de aprendizado. Consideremos a hip&#243;tese inativista. Remonta a Noam Chomsky (1965) a proposta de que o ser humano &#233; dotado de uma gram&#225;tica inata. Ele prop&#245;e uma teoria que se baseia na rapidez do processo, na criatividade e compet&#234;ncia do falante, em regras ling&#252;&#237;sticas de outra natureza e em afasias em &#225;reas do c&#233;rebro. Sua teoria fundamenta-se na observa&#231;&#227;o de que a crian&#231;a, ao viver em um determinado meio em que se fala uma determinada l&#237;ngua seja capaz de produzir sons dessa l&#237;ngua ao passo de desenvolv&#234;-la e que por volta dos 3/4 anos ela j&#225; est&#225; com sua &#8220;gram&#225;tica&#8221; quase completa.</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Como o racionalismo explica a linguagem</title>
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		    <updated>14.03.08 00:12:28</updated>
		    <published>14.03.08 00:12:28</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">...continua&#231;&#227;oChamsky prop&#245;e que a crian&#231;a &#233; munida de um dispositivo de aquisi&#231;&#227;o da linguagem (DAL) - na crian&#231;a esse dispositivo &#233; ativado quando ela, exposta ao meio ling&#252;&#237;stico, recebe senten&#231;as (input) que s&#227;o trabalhadas quando como resultado a gram&#225;tica da l&#237;ngua &#224; qual a crian&#231;a est&#225; exposta. Segundo Chomsky, esse dispositivo &#233; formado por uma s&#233;rie de regras, e a crian&#231;a em contato com as senten&#231;as de uma l&#237;ngua, relaciona as regras que funcionam naquela l&#237;ngua em particular, desativando as que n&#227;o t&#234;m nenhum papel. Assim sendo, a crian&#231;a possui uma Gram&#225;tica Universal (GU) inata contendo as regras da l&#237;ngua a qual est&#225; adquirindo. Mas, para que esse processo se inicie, n&#227;o basta apenas que a crian&#231;a possua essa capacidade inata, ela precisa estar em um determinado meio social, em que haja pessoas falando para que seja estimulada a falar aperfei&#231;oando sua performance. Por meio da an&#225;lise de diferentes l&#237;nguas, &#233; poss&#237;vel encontrar pontos comuns, princ&#237;pios universais e que a partir desses princ&#237;pios ser&#225; poss&#237;vel criar par&#226;metros na tentativa de explicar a organiza&#231;&#227;o das l&#237;nguas e, portanto uma gram&#225;tica universal (GU). A concep&#231;&#227;o do que seja a gram&#225;tica universal muda com a Teoria de Princ&#237;pios e Par&#226;metros (Chomsky, 1981). Segundo essa teoria, a GU &#233; formada por princ&#237;pios, &#8220;leis&#8221; invariantes que se aplicam a todas as l&#237;nguas, e de par&#226;metros, &#8220; leis&#8221; que variam entre as l&#237;nguas e que explicam tanto as diferen&#231;as entre as l&#237;nguas como as mudan&#231;as numa mesma l&#237;ngua. Assim, a crian&#231;a com sua gram&#225;tica universal, cheia de princ&#237;pios e par&#226;metros ao ouvir uma determinada senten&#231;a em uma l&#237;ngua ao qual est&#225; exposta, &#233; capaz de criar par&#226;metros, fazer escolhas. Como exemplo disso, supomos que as senten&#231;as de todas as l&#237;nguas devam ter sujeito, no entanto, esse sujeito pode ou n&#227;o ser omitido &#8211; esse &#233; o par&#226;metro a ser marcado. Caso a crian&#231;a seja exposta a l&#237;ngua inglesa, a dados do ingl&#234;s, ela vai marcar o par&#226;metro da seguinte maneira: &#8220;o sujeito deve ser sempre preenchido&#8221;, pois &#233; justamente isso que acontece no ingl&#234;s, toda senten&#231;a pede um sujeito. Caso a crian&#231;a seja exposta &#224; l&#237;ngua portuguesa, o valor do par&#226;metro ser&#225;: &#8220;o sujeito pode ser omitido&#8221;. Alguns dos par&#226;metros que t&#234;m sido estudados s&#227;o: se a l&#237;ngua opta por sujeito nulo ou preenchido, por objeto nulo ou preenchido, pelo tipo de flex&#227;o ou estrutura tem&#225;tica do verbo, etc., no entanto, muitas quest&#245;es ainda hoje, est&#227;o por ser respondida no que diz respeito aos par&#226;metros. Nos estudos de Chomsky, cabe lembrarmos que para ele o aprendizado da linguagem &#233; independente da cogni&#231;&#227;o. A rela&#231;&#227;o entre a l&#237;ngua e outros sistemas cognitivos, como a percep&#231;&#227;o, a mem&#243;ria e a intelig&#234;ncia, &#233; indireta, e a aquisi&#231;&#227;o da linguagem n&#227;o depende de outros m&#243;dulos cognitivos, muito menos de intera&#231;&#227;o social. V&#225;rios argumentos s&#227;o invocados a favor de uma hip&#243;tese inatista que defende a posi&#231;&#227;o de que a faculdade da linguagem n&#227;o &#233; um m&#243;dulo da cogni&#231;&#227;o, a exemplo disso, temos o fato de que pessoas com atraso ou problemas mentais n&#227;o apresentam necessariamente problemas ling&#252;&#237;sticos, enquanto que h&#225; fam&#237;lias com diversos problemas ling&#252;&#237;sticos mas que apresentam, capacidades cognitivas normais. As coloca&#231;&#245;es inatistas de Chomsky suscitaram uma s&#233;rie de estudos e pesquisas a partir dos anos 1960, principalmente no campo da fase sint&#225;tica, onde a prioridade estava na an&#225;lise do estudo da aquisi&#231;&#227;o da gram&#225;tica, uma crian&#231;a a partir de seu segundo ano de vida, quando ela &#233; capaz de enunciar mais de uma palavra. Tais trabalhos foram criticados por duas vertentes te&#243;ricas: O cognitivismo O interacionismo A segunda corrente inatista considera que o mecanismo respons&#225;vel pela aquisi&#231;&#227;o da linguagem &#233; tamb&#233;m respons&#225;vel por outras capacidades cognitivas. Segundo essa teoria, as crian&#231;as constroem a linguagem. A proposta te&#243;rica cognitivista vinculada a linguagem &#224; cogni&#231;&#227;o, desenvolvida a partir dos estudos de Jean Piaget. Piaget prop&#245;e que o desenvolvimento cognitivo passa por per&#237;odos, ou seja, est&#225;gios: sens&#243;rio motor (0 &#224; 18 meses), pr&#233;-operat&#243;rio (2 &#224; 7 anos), opera&#231;&#245;es concretas (7 a 12 anos) e opera&#231;&#245;es formais. S&#227;o muitos os estudos sobre a aquisi&#231;&#227;o da linguagem numa abordagem cognitivista. O interacionalismo de Vygotsky (1962) tamb&#233;m defende que o desenvolvimento da fala segue as mesmas leis, o mesmo desenvolvimento que outras opera&#231;&#245;es mentais. No entanto, chama a aten&#231;&#227;o para a fun&#231;&#227;o social da linguagem. Assim como Piaget, Vygotsky estava interessado na rela&#231;&#227;o entre l&#237;ngua e pensamento. As propostas de Chomsky sobre o inatismo bem como suas cr&#237;ticas ao modelo comportamentalista e seus estudos sobre o assunto muito t&#234;m contribu&#237;do para os estudos de aquisi&#231;&#227;o da linguagem. Suas criticas abalaram os fundamentos da Psicoling&#252;&#237;stica, for&#231;ando um desvio no campo, o que diminuiu significamente a influencia comportamentalista e reavivou o mentalismo, agora, fundada em novas bases. As mudan&#231;as na teoria ling&#252;&#237;stica, constantes na vertente chomskyana, acabaram em uma amplia&#231;&#227;o da Psicoling&#252;&#237;stica atrav&#233;s de contribui&#231;&#227;o de psic&#243;logos e fil&#243;sofos da linguagem. Da&#237; o despertamento de um novo per&#237;odo, o do cognitivo. Portanto, o mentalismo de Chomsky desencadeou v&#225;rios estudos posteriores em ling&#252;&#237;stica, psicologia e filosofia, influenciando estudiosos na tentativa de responder as perguntas que envolve a l&#237;ngua e sua aquisi&#231;&#227;o. </content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Testes Psicol&#243;gicos: uma responsabilidade dos psic</title>
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		    <updated>17.02.08 16:41:02</updated>
		    <published>17.02.08 16:29:36</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Grande dicerta&#231;&#227;o de nossa amiga e parceira de profiss&#227;o, srta. Anna Bock, representante mor da psicologia feita no Brasil.
Ana Bock Testes Psicol&#243;gicos: uma responsabilidade dos psic&#243;logos Neste &#250;ltimo fim de semana fomos surpreendidos com uma mat&#233;ria publicada na Revista Isto &#233;, na qual se informava que um Procurador da Rep&#250;blica, Carlos Henrique Martins Lima entrou com uma a&#231;&#227;o civil p&#250;blica na Justi&#231;a Federal pedindo a suspens&#227;o da comercializa&#231;&#227;o e do uso dos testes no Pa&#237;s. A iniciativa teve como ponto de partida o requerimento da advogada Livia Figueiredo, do Rio de Janeiro, que quer a fiscaliza&#231;&#227;o do Minist&#233;rio da Sa&#250;de. &#8220;O pedido de suspens&#227;o da comercializa&#231;&#227;o &#233; um expediente que tem o objetivo final de levar o Minist&#233;rio da Sa&#250;de a fazer a avalia&#231;&#227;o dos testes, como determina a lei&#8221;, explicou o procurador &#224; Revista. A iniciativa do procurador, reivindica para o Minist&#233;rio da Sa&#250;de a tarefa de fiscalizar a qualidade dos testes psicol&#243;gicos. Ora, n&#227;o sabe o Sr. Procurador que o Conselho Federal de Psicologia &#233; uma autarquia do Estado que tem, pela Lei 5766, a fun&#231;&#227;o de fiscalizar, orientar e regulamentar a profiss&#227;o de psic&#243;logo? Por que deveria o Minist&#233;rio da Sa&#250;de fiscalizar os testes e n&#227;o tamb&#233;m a profiss&#227;o? Porque &#233; o CFP o &#243;rg&#227;o designado pelo Estado para esta tarefa! N&#227;o sabe o Sr. Procurador que nem todos os testes psicol&#243;gicos s&#227;o utilizados com finalidade de tratamento e diagn&#243;stico na &#225;rea da sa&#250;de? N&#227;o sabe o Sr. Procurador que o Conselho Federal de Psicologia vem realizando a avalia&#231;&#227;o das condi&#231;&#245;es de uso dos testes psicol&#243;gicos, exatamente por entender que eles necessitavam de controle social de qualidade? N&#227;o conhece o Sr. Procurador a compet&#234;ncia e a seriedade dos membros da Comiss&#227;o de Avalia&#231;&#227;o dos Testes psicol&#243;gicos que o Conselho Federal de Psicologia instituiu para realizar esta tarefa? Parece que o Sr. Procurador sabe muito pouco do que est&#225; fazendo. N&#227;o procurou o CFP para verificar a quest&#227;o e, ao que parece, nem mesmo o Minist&#233;rio da Sa&#250;de, que conhece o trabalho que o CFP realiza. Mas os psic&#243;logos e o CFP sabem o que est&#227;o fazendo: tomaram nas m&#227;os a responsabilidade de verificar a qualidade dos instrumentos que s&#227;o utilizados pelos psic&#243;logos na presta&#231;&#227;o de servi&#231;os &#224; sociedade brasileira. Esta hist&#243;ria demonstra a import&#226;ncia da iniciativa do Conselho Federal de Psicologia. Agora, podemos entrar neste &#8220;caso&#8221; como interlocutores e respons&#225;veis por aquilo que se reivindica. Temos todas as respostas para oferecer &#224; Justi&#231;a e ao Minist&#233;rio da Sa&#250;de, se esse assim o desejar. As entidades da Psicologia e os psic&#243;logos precisam ter em suas m&#227;os tudo que se refere &#224; Psicologia. Nada nos deve ser estranho. A qualidade dos servi&#231;os prestados &#224; sociedade &#233; a meta de todas as a&#231;&#245;es dos Conselhos de Psicologia e guiou a aprova&#231;&#227;o da resolu&#231;&#227;o que instituiu a tarefa de revis&#227;o e avalia&#231;&#227;o das condi&#231;&#245;es de uso dos testes psicol&#243;gicos. Parab&#233;ns Conselho Federal de Psicologia! A medida foi acertada e agora esperamos que a interlocu&#231;&#227;o com a Justi&#231;a possa esclarecer e informar sobre o trabalho realizado, permitindo que o Sr. Procurador se esclare&#231;a e possa compreender que os psic&#243;logos almejam e trabalham para que a Psicologia esteja a servi&#231;o de todos e seja sempre oferecida como um servi&#231;o de qualidade</content>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Fragmentos, Pensamentos, Romance.</title>
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		    <updated>07.01.08 16:06:16</updated>
		    <published>26.12.07 03:56:03</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">Psicanalista que &#233; psicanalista estudou as falhas na linguagem, falhas essas, por onde transparece o inconsciente. Sabe da radical diferen&#231;a entre a cultura e o sujeito, entre o masculino, escravo da lei ed&#237;pica que todos s&#227;o obrigados a cumprir, e o feminino , a exce&#231;&#227;o, a inven&#231;&#227;o, como ensinou Jacques Lacan. O romance est&#225; presente nas nossas vidas, n&#227;o h&#225; como negar. Somos rom&#226;nticos ao deixarmos o sono chamando &#224; porta enquanto dedilhamos palavras proferidas no extase, na fervura de um amor inacabado. Inserimos nossas formas de ser nas nossas palavras, vemos como agimos atravez delas. Ningu&#233;m melhor que a palavra. &#201; do of&#237;cio do psicanalista produzir cortes com o instrumento que disp&#245;e, a interpreta&#231;&#227;o. Rara e fugaz, &#233; de imediato seguida pela costura, pela costura significante. &#201; nessa dial&#233;tica de corte e costura que se tece o nosso of&#237;cio. A falha &#233; a raz&#227;o de ser da psican&#225;lise desde Sigmund Freud. Afasias, atos falhos, chistes, sonhos e sintomas, enfim, o mau funcionamento do nosso aparelho de linguagem, s&#227;o, como diz, as portas de sa&#237;da do inconsciente habitado pro desejos recalcados pela culpa que a lei ed&#237;pica nos proporciona. Para Sigmund Freud, nossa cultura constr&#243;i-se a partir do recalque de nossas puls&#245;es de vida e de morte. O resultado &#233; um tremendo mal-estar perante a cultura. Para espantar o mal-estar fazemos de conta que encontramos na cultura solu&#231;&#245;es para nossos males. Para cada doen&#231;a um rem&#233;dio, para cada ato criminoso um tipo penal, para cada problema uma solu&#231;&#227;o. Assim nos ensinam nas universidades. As contradi&#231;&#245;es na sociedade resolvem-se pela s&#237;ntese dial&#233;tica, divulgam os revolucion&#225;rios marxistas. A cultura e sua ordem nos cont&#234;m. Exigem um pre&#231;o alto: neuroses, psicoses e pervers&#227;o nos lembram como a ordem cultural &#233; furada. N&#227;o &#233; t&#227;o dif&#237;cil adquirir esp&#237;rito cr&#237;tico. Basta abrir m&#227;o de algumas facilidades. Sabe, o mundo n&#227;o &#233; um bom lugar. &#201; f&#225;cil demais pensar que &#233;. Erga seus olhos e veja o que h&#225; ao seu redor. S&#243; isso. Com certeza, boa parte do que nos &#233; contado vem carregado de medo, vergonha, culpa e, sem sombra de d&#250;vida, de mentiras. E &#233; na mentira que mora a chave para interpretar o que realmente deve ser dito. O que nem mesmo a pessoa mentirosa sabe o que &#233;, talvez nunca tivesse sabido se n&#227;o fosse &#34;fu&#231;ar&#34; numa psicoterapia. Saibamos que &#34;fu&#231;ando&#34; n&#227;o se cura, e n&#227;o h&#225; em momento algum mencionado nas obras de Freud uma mens&#227;o a cura. &#201; a ci&#234;ncia que busca o saber, por isso a medicina n&#227;o pode chegar t&#227;o longe, n&#227;o tratamos com n&#250;meros, e sim com pessoas. Cada paciente &#233; um nova psicoterapia que deve ser criada. Curar n&#227;o significa nada, pois n&#227;o se cura algo que faz parte do Homem. Veja por outro lado. Aqui estamos, usando nosso intelecto ao imaginarmos os porques da vida de um homem cuja principal ocupa&#231;&#227;o fora entender, principalmente, as mulheres. Talvez compreender o homem tenha sido mais f&#225;cil, talvez uma consequ&#234;ncia ou talvez nunca o tenha feito. Mas o certo a se pensar &#233; que sua t&#233;cnica &#233; facinante. 
Fau ^.^ - Fragmentado e montado como um quebra-cabe&#231;a. </content>
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