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criado por Fau ^_^
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Chamsky propõe que a criança é munida de um dispositivo de aquisição da linguagem (DAL) - na criança esse dispositivo é ativado quando ela, exposta ao meio lingüístico, recebe sentenças (input) que são trabalhadas quando como resultado a gramática da língua à qual a criança está exposta. Segundo Chomsky, esse dispositivo é formado por uma série de regras, e a criança em contato com as sentenças de uma língua, relaciona as regras que funcionam naquela língua em particular, desativando as que não têm nenhum papel. Assim sendo, a criança possui uma Gramática Universal (GU) inata contendo as regras da língua a qual está adquirindo. Mas, para que esse processo se inicie, não basta apenas que a criança possua essa capacidade inata, ela precisa estar em um determinado meio social, em que haja pessoas falando para que seja estimulada a falar aperfeiçoando sua performance.
Por meio da análise de diferentes línguas, é possível encontrar pontos comuns, princípios universais e que a partir desses princípios será possível criar parâmetros na tentativa de explicar a organização das línguas e, portanto uma gramática universal (GU). A concepção do que seja a gramática universal muda com a Teoria de Princípios e Parâmetros (Chomsky, 1981). Segundo essa teoria, a GU é formada por princípios, “leis” invariantes que se aplicam a todas as línguas, e de parâmetros, “ leis” que variam entre as línguas e que explicam tanto as diferenças entre as línguas como as mudanças numa mesma língua. Assim, a criança com sua gramática universal, cheia de princípios e parâmetros ao ouvir uma determinada sentença em uma língua ao qual está exposta, é capaz de criar parâmetros, fazer escolhas. Como exemplo disso, supomos que as sentenças de todas as línguas devam ter sujeito, no entanto, esse sujeito pode ou não ser omitido – esse é o parâmetro a ser marcado. Caso a criança seja exposta a língua inglesa, a dados do inglês, ela vai marcar o parâmetro da seguinte maneira: “o sujeito deve ser sempre preenchido”, pois é justamente isso que acontece no inglês, toda sentença pede um sujeito. Caso a criança seja exposta à língua portuguesa, o valor do parâmetro será: “o sujeito pode ser omitido”. Alguns dos parâmetros que têm sido estudados são: se a língua opta por sujeito nulo ou preenchido, por objeto nulo ou preenchido, pelo tipo de flexão ou estrutura temática do verbo, etc., no entanto, muitas questões ainda hoje, estão por ser respondida no que diz respeito aos parâmetros.
Nos estudos de Chomsky, cabe lembrarmos que para ele o aprendizado da linguagem é independente da cognição. A relação entre a língua e outros sistemas cognitivos, como a percepção, a memória e a inteligência, é indireta, e a aquisição da linguagem não depende de outros módulos cognitivos, muito menos de interação social. Vários argumentos são invocados a favor de uma hipótese inatista que defende a posição de que a faculdade da linguagem não é um módulo da cognição, a exemplo disso, temos o fato de que pessoas com atraso ou problemas mentais não apresentam necessariamente problemas lingüísticos, enquanto que há famílias com diversos problemas lingüísticos mas que apresentam, capacidades cognitivas normais.
As colocações inatistas de Chomsky suscitaram uma série de estudos e pesquisas a partir dos anos 1960, principalmente no campo da fase sintática, onde a prioridade estava na análise do estudo da aquisição da gramática, uma criança a partir de seu segundo ano de vida, quando ela é capaz de enunciar mais de uma palavra. Tais trabalhos foram criticados por duas vertentes teóricas:
O cognitivismo
O interacionismo
A segunda corrente inatista considera que o mecanismo responsável pela aquisição da linguagem é também responsável por outras capacidades cognitivas. Segundo essa teoria, as crianças constroem a linguagem.
A proposta teórica cognitivista vinculada a linguagem à cognição, desenvolvida a partir dos estudos de Jean Piaget. Piaget propõe que o desenvolvimento cognitivo passa por períodos, ou seja, estágios: sensório motor (0 à 18 meses), pré-operatório (2 à 7 anos), operações concretas (7 a 12 anos) e operações formais. São muitos os estudos sobre a aquisição da linguagem numa abordagem cognitivista.
O interacionalismo de Vygotsky (1962) também defende que o desenvolvimento da fala segue as mesmas leis, o mesmo desenvolvimento que outras operações mentais. No entanto, chama a atenção para a função social da linguagem. Assim como Piaget, Vygotsky estava interessado na relação entre língua e pensamento.
As propostas de Chomsky sobre o inatismo bem como suas críticas ao modelo comportamentalista e seus estudos sobre o assunto muito têm contribuído para os estudos de aquisição da linguagem. Suas criticas abalaram os fundamentos da Psicolingüística, forçando um desvio no campo, o que diminuiu significamente a influencia comportamentalista e reavivou o mentalismo, agora, fundada em novas bases.
As mudanças na teoria lingüística, constantes na vertente chomskyana, acabaram em uma ampliação da Psicolingüística através de contribuição de psicólogos e filósofos da linguagem. Daí o despertamento de um novo período, o do cognitivo. Portanto, o mentalismo de Chomsky desencadeou vários estudos posteriores em lingüística, psicologia e filosofia, influenciando estudiosos na tentativa de responder as perguntas que envolve a língua e sua aquisição.

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00:12:28