| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | ||||
| 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 |
| 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 |
| 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 |
| 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 |
Fau: "O mundo da física é incolor, sem som, nem frio nem quente; seus espaços têm sempre a mesma extensão; seus tempos são sempre da mesma duração, sua massa é invariável; seria exatamente o que é agora se a humanidade fosse varrida da face da terra [...]”.Veja, uma arvore está caindo agora na floresta amazônica, não tem ninguém por perto, nenhum ser para captar o som que a arvore produz ao cair, nem sua forma grotesca despencando daquela altura... Essa arvore caindo, existe ou não existe? O existir é o que agente conhece que existe? Se agora há uma força invisível nos ligando, uma força que daqui cem anos pode ser provada pela tecnologia da época, essa força existe ou não existe?
Leo: é o lance de as coisas existirem PRA VOCE... Não significa que o que não existir pra você não existe pra resto do mundo ou pro nada. Só porque ninguém viu uma larva na Amazônia quer dizer que ela não existe. Eu diria que ela existe com o detalhe de que ninguém sabe. Seria muito egocentrismo pensar dessa forma.
Fau: digamos, existe pra quem? Existe, mas ninguém pode provar sua existência porque ninguém viu.
Leo: "existe, mas ninguém pode provar sua existência porque ninguém viu" assim esta bem melhor!
Fau: uma maçã... Se ninguém provar o sabor dela, esse sabor nunca existira na mente das pessoas, então, esse sabor não existe, porque para existir tem que estar nas mentes.
Leo: detalhe, não existe na mente das pessoas. Mas ele existe em SI.
Fau: sim, pode ser que sim, mas veja pelo outro lado: se ninguém provar ainda pode ser que não exista de fato.
Leo: é egocentrismo dizer que não existe porque ninguém provou. Se eu for ver o lado dessa teoria ai, eu diria o que, aquilo não existe para nós. Se simplesmente falar que não existe porque a gente não achou, não provou, não deu nome, dai eu vou falar que estão dando uma de deus. Achando que o umbigo é o centro do mundo.
Fau: assim como a arvore só vai existir para quem a ver caindo, ou, o sabor da maçã para quem senti-la na língua, deus só vai existir para quem ser dotado do dom de acreditar que o acaso, a sorte, a roleta russa que é a vida é obra de deus. Só acredita quem prova, e se não prova, desacredita e para de rezar.
Leo: ta legal, só que de duas coisas eu não vou abrir mão. Pra mim... A arvore lá no meio do mato EXISTE... Eu apenas não a conheço. Isto é hipótese. Mas eu digo, não sou a favor de falar que só existe o que a gente conhece.
Fau: eu quero ser mais individual. Não é tão complicado. Por exemplo: uma tribo indígena acredita que se dançar fará cair chuva. Existe uma dança que faz cair chuva?
Leo: eu concordo, mas em termos.
Fau: então vamos tomar um exemplo melhor. Se você tivesse nascido cego. O que seria o vermelho para você? Existiria um vermelho de fato em sua mente ou ele seria apenas o que as pessoas falam a você, ou seja, ele existe, você provando ou não. Como a existência de deus.
Leo: o vermelho seria uma cor que eu acredito existir porque as pessoas me falam que existem cores, e que existem varias, e que existe o vermelho, que é diferente do azul, amarelo, mesmo eu não as conhecendo!
Fau: e quando que não precisa de alguém dizendo que é assim ou assado? Sabe, nao foi achando, nem acreditando do que dizem os outros que a medicina descobriu a cura de um monte de doença ou a tecnologia evoluiu a ponto de estarmos conversando agora a essa hora, foi testando, olhando, ouvindo, tocando, observando, etc... Se no mundo nao houvesse nenhuma pessoa que tivesse olhos, não existiria a forma da cadeira como nós a conhecemos, existiria um pensamento que partiria de uma imaginação de uma sensação que foi provada pela nossa somestesia. Sem nada disso, dês de nascença, o que seria uma pessoa que nunca sentiu nada? Nada existiria para ela. Ela nem pensar iria, pois nunca foi estimulada a nada, nunca ouviu, então não pensa em palavra, nunca viu, então não pensa em forma... Nunca cheirou então não recorda odor...
Continua...

criado por Fau ^_^
01:01:15
criado por Fau ^_^
14:06:42RESUMO
Considerando o papel da mídia no desenvolvimento psicológico, investigaram-se as questões de gênero presentes nos atos da fala de adolescentes, numa situação de interação focada em uma cena da telenovela brasileira "Malhação" (rede Globo, edição 2001). Participaram 47 estudantes da sexta e oitava séries do primeiro grau e da primeira e terceira séries do ensino médio, divididos em oito grupos com três sujeitos femininos e três masculinos cada. Os resultados indicam: o predomínio do julgamento moral conservador dos personagens da cena nos grupos da 6ª e 8ª séries, com predomínio de verbalizações femininas e silêncio masculino; o deslocamento da discussão nos grupos da terceira série para objetos mais gerais, como o papel da mídia, a educação; a maior equidade na freqüência de verbalizações, indicando o não afrontamento feminino. A análise dos atos da fala indica a manutenção de papéis masculinos e femininos, que privilegiam o status masculino.

Embora à primeira vista os sujeitos masculinos nos grupos focais das terceiras séries do ensino médio de ambas as escolas tenham mantido aproximadamente a freqüência das manifestações verbais dos sujeitos masculinos dos outros grupos, a análise dos atos da fala aponta para uma mudança na natureza de tais manifestações. O registro em vídeo também nos mostra uma mudança na sua postura corporal e na forma como a interação verbal se deu: os rapazes mantinham-se voltados para o grupo e mantinham contato visual com os demais. Considerando a freqüência dos grupos da escola particular, poderia se supor que os grupos da escola pública são mais conservadores deste ponto de vista do que os da escola particular.
Dados retirados do Artigo científico: "Malhando o gênero": o grupo focal e os atos da fala na interação de adolescentes com a telenovela.
FaU ^_^

criado por Fau ^_^
01:22:45Em algumas ocasiões parece haver certa vontade social de envolver a psiquiatria na questão da mentira, notadamente quando alguma pessoa mente descaradamente, ou imotivadamente, compulsivamente e, principalmente, quando sua atitude mentirosa causa frustrações ou aborrecimentos em outros que não “merecem” tais mentiras. “– Doutor, além de tudo, essa pessoa mente descaradamente...”, costumam se queixar os familiares que acompanham essas pessoas mentirosas ao psiquiatra.

A mentira não deve ser entendida como uma espécie de contrário da verdade. Ética e moralmente a mentira está muito mais relacionada à intenção de enganar do que ao teor de deturpação da verdade e, juridicamente, a mentira está relacionada ao dolo ou prejuízo que causa a outra pessoa.
A mentira não é apenas invenção deliberada, uma ficção, pois nem toda ficção ou fábula é sinônimo de mentira. Não pode ser mentira a literatura, a arte ou mesmo a demência (sintoma da confabulação). A intencionalidade é que define a mentira, estabelece o dano ou dolo.
Assim sendo, não mente quem acredita naquilo que diz, mesmo que isto seja falso. Santo Agostinho declara que “Quem enuncia um fato que lhe parece digno de crença ou acerca do qual forma opinião de que é verdadeiro, não mente, mesmo que o fato seja falso”. Muitas vezes levadas pela insegurança de ser aceitas tal como são, as pessoas podem cair na tentação de enriquecer suas histórias e enaltecer suas habilidades de forma a causar uma impressão mais favorável em outras pessoas. É assim, por exemplo, que um ladrão atribui-se mais roubos do que realmente tenha cometido para melhorar sua imagem diante dos companheiros de cadeia, ou o jovem que se vangloria de proezas sexuais muito além do que tenha feito, superando a insegurança de sentir-se pouco viril, ou a mãe que aumenta um pouco o desempenho escolar de seu filho, compensando assim o sentimento de inferioridade diante de outras mães satisfeitas com o rendimento dos filhos delas...

Aprendemos desde cedo as vantagens da mentira. Ainda crianças aprendemos a dizer que a mãe não está em casa, quando ela quer evitar atender ao telefone. Cedo aprendemos os benefícios de um atestado médico forjado para comodidade de poder faltar às aulas de ginástica, e assim por diante. Aliás, desde crianças aprendemos a abstrair a realidade através dos devaneios, fantasias, fábulas. A própria literatura pode nos conduzir a um mundo apaixonante “de mentirinha”.
Obviamente, nem todas as vezes que a realidade é falseada, distorcida, recriada ou substituída se constituirá uma mentira. Na Demência, por exemplo, a cognição é de tal forma comprometida que a pessoa relata aos outros um mundo profundamente modificado e no qual acredita, sem a intenção de ludibriar. O mesmo acontece no Delírio, seja do psicótico esquizofrênico, do delirante crônico ou do deprimido grave com sintomas psicóticos. Mas isso já é um outro papo ^^.
Fau ^_^

criado por Fau ^_^
03:37:56Peço mesmo desculpas às pessoas que visitam esse blog por eu não ter tido tempo de postar coisas novas aqui. O que acontece é um fenômeno caracterizado com o nome de “época de provas na faculdade”.
Bem, como eu vou estar nesse momento estudando para a prova de Método do Trabalho Científico, resolvi juntar os meus textos que coloco aqui com a árdua tarefa de estudar para provas sem graça. Vamos lá.
Bem, eu já falei aqui sobre as teorias Estruturalistas, ou pelo menos citei alguma coisa a respeito disso. Mas o que eu me esqueci de fazer é falar sobre o Funcionalismo. Como eu já disse, os ataques em direção à escola Estrtural vieram de frentes diferentes e não tiveram um líder específico. Esses ataques se configuraram num movimento cujos princípios estão espalhados em muitos extos ricos, assinados por influentes pensadores, na sua maioria norte-americanos e principalmente da universidade de Chicago. Um dos grandes nomes dessa escola foi Granville Stanley Hall que, entre muitos trabalhos reconhecidos, dedicou-se à evolução do funcionamento mental, estudando a criança, o adolescente e o idoso, chegando a ser chamado “o Darwin da mente”. Na universidade Pensilvânia, Lightmer Witmer abriu a primeira clínica psicológica e fundou a Psicologia Clínica, organizou o primeiro curso sobre a disciplina, fundou e editou durante 29 anos a revista Psychological Clinic e entendia que a Psicologia deveria “ajudar as pessoas a resolver problemas e não estudar o conteúdo da mente”. Uma das mais importantes características dessa nova linha de pensamento partem da oposição ao pensamento da Escola Estrutural e desenvolvem a idéia da importância de se conhecer o “funcionamento” da mente. Havia nos textos desses homens uma tendência pragmática (tendência cientifica da época), com o apoio mais centralizado na Biologia do que na Fisiologia. Surgia, assim, uma tendência a libertar das paredes dos laboratórios o conhecimento científico da psicologia.
O Funcionalismo colocou a psicologia nas escolas, nos hospitais, nas clinicas. Pôs para funcionar tudo que se estava conhecendo sobre essa nova ciência que tomava conta de sua época. A mente humana deveria se entendida de forma plástica e em constante evolução. Em The principles of psychology (p. 310) encontramos o seguinte texto de um dos que foram os mais importantes desse movimento.

Willam James; pai da Escola Funcional
“Eu que até agora me apliquei inteiramente em sr psicólogo, sofro se outros conhecem muito mais psicologia do que eu; porém, estou satisfeito em chafurdar-me na maior ignorância do idioma grego. Nesse caso, as minhas deficiências não me fazem me sentir humilhado. Tivesse eu pretensões de ser lingüista, teria sido exatamente o contrario. Assim, podemos observar o paradoxo de um homem que se sente envergonhado só por ser o segundo pugilista ou o segundo remador do mundo. O fato de que ele seja capaz de derrubar toda a população do globo menos um nada significa; comprometeu-se a derrotar aquele único homem; enquanto não o fizer, nada mais importa. Aos seus próprios olhos, ele é incapaz de derrotar quem quer que seja; e, se ele assim pensa, ele assim é”.
(William James)

criado por Fau ^_^
00:18:53